Algumas das muitas atividades e funções do magnésio no corpo humano
Ativação e estabilização de macro moléculas como o DNA.É essencial ao metabolismo da glicose, à produção de energia celular.
Manutenção do potencial elétrico dos nervos e das membranas das células musculares, e para a transmissão do impulso elétrico através da junção neuromuscular.
É um íon dos mais importantes, como elemento ligado ao sistema imunológico. A sua redução determina diminuição da capacidade de defesa do organismo.
Regula a permeabilidade das membranas.
Reforça as defesas naturais do organismo: duplica os glóbulos brancos
Atua na formação dos tecidos, ossos e dentes
Proteção contra diversos agentes neurotóxicos, como as aminas simpaticomiméticas e traumas físicos.
Várias evidências apontam o magnésio como um antagonista de metais pesados no organismo, atuando como um protetor e despoluidor.
A fonte natural de magnésio são os alimentos, notadamente as folhas verdes (a clorofila tem como base o magnésio), os cereais integrais, os frutos do mar, as frutas oleaginosas, as leguminosas, as sementes, os cereais. No entanto, devido a vários fatores, tendemos a ter deficiência deste importante mineral.
Alguns dos efeitos da redução dos níveis de magnésio
Distúrbios neuromusculares com excitabilidade, ansiedade, cefaléia, fadiga mental, vertigens.Envelhecimento das células humanas, o que pode estar vinculado a um risco maior de enfermidades ligadas à idade.
Maior condensação de cálcio, determinando, com o tempo a perda da flexibilidade do corpo e o endurecimento das artérias.
Aumento da agregação plaquetária, aumento as taxas de colesterol e dos triglicérides.
Pode causar ou agravar quadros de osteopenia e osteoporose no adulto e dificultar a calcificação correta dos ossos na infância e adolescência.
Estudos mostram que baixos níveis de magnésio estão presentes em situações tais como Ácido úrico, arteriosclerose, artrite, artrose, aterosclerose, cálculos renais, câncer, depressão, deslipidemias, diabetes, esclerose múltipla, estresse, fibromialgia, mal de Alzheimer, mal de Parkinson, osteoporose, pressão alta, Síndrome da Fadiga Crônica, tensão pré-menstrual, viroses em geral.
Como saber se estamos com deficiência de magnésio
Deve-se pensar em carência de magnésio diante de sinais e sintomas como:Redução da capacidade imunológica, em situações como gripe freqüente, fragilidade para viroses e friagens, etc.
Adinamia, ou fraqueza orgânica constante, sem causa aparente.
Falta de concentração mental e capacidade de memória reduzida.
Sensibilidade exagerada ao frio.
Alterações constantes do humor.
Alterações digestivas
Causas da redução da quantidade de magnésio no organismo
Várias são as causas da redução das taxas de magnésio no organismo, sendo que os cientistas apontam como principais, segundo uma ordem relativa de importância, segundo a faixa etária, fatores alimentares, culturais, geográficos, etc., as seguintes:
Alimentos pobres em magnésio, por deficiência no solo.
Antinutrientes presentes na alimentação, como açúcar branco.
Água pobre em magnésio.
Sal refinado pobre em magnésio.
Estresse.
Solos pobres produzem alimentos com menos minerais, incluindo o magnésio
Os alimentos são também deficientes em magnésio quando o solo é pobre nesse e em outros elementos. Não temos dados sobre o consumo de magnésio no Brasil e sua possível carência entre a população, mas sabendo-se que o nosso solo, de um modo geral, é pobre nesse mineral (além do que o sal refinado não o contém), há necessidade de maior atenção sobre essa questão, tanto por parte dos médicos e nutricionistas, como das autoridades sanitárias e educacionais.Os alimentos estão mais pobres em magnésio devido às grandes monoculturas, a utilização sistemática de adubos químicos e agrotóxicos, e à industrialização, ou refinamento.
Também os hábitos alimentares modernos contribuem enormemente para a depleção crônica de magnésio, principalmente devido ao excesso de alimentos altamente processados (ver o caso do açúcar branco adiante), guloseimas supérfluas, gordura trans, irradiação, modificações genéticas, uso de agrotóxicos, congelamento, aquecimento no forno de micro ondas, etc.
Outros alimentos também ricos em magnésio, como chocolate, nozes, avelãs, amêndoas, não são habitualmente consumidos, principalmente no Brasil, por serem muito ricos em calorias. Por outro lado, frutas como a banana, o coco e o açaí, ricos em magnésio são utilizados em grande quantidade em várias regiões do Brasil, mas infelizmente não em todas.
Também vários estudos, inclusive recentes, confirmam que o consumo excessivo ou mesmo regular de açúcar refinado tende a reduzir os níveis disponíveis de magnésio no sangue.
O açúcar é prejudicial á saúde por ser um produto muito concentrado que desestabiliza os mecanismos de compensação do organismo e exige complementação bioquímica, o que produz perdas minerais (cálcio, magnésio, etc.) crônicas e constantes.
Magnésio dos alimentos e como suplemento
O magnésio pode ser ingerido como fator preventivo de doenças - tanto através dos alimentos que o contenham, como através de suplementos - nos quadros clínicos bem definidos e coordenados por profissional de saúde experiente. Quando não é possível a ingestão de magnésio em quantidades terapêuticas necessárias e suficientes através da alimentação, é preciso lançar mão da suplementação adequada. Nesses casos, o tratamento é geralmente de longa duração, de três a seis meses, ou contínuo, em caso de perda urinária permanente de magnésio, ou situações similares.As doses diárias suplementares de magnésio sugeridas correspondem a 500-750mg, mas os compostos deste íon (como o cloreto, por exemplo) atuam sobre os intestinos como laxantes.
A melhor forma de administrar ou ingerir magnésio
As formas chamadas compostas ou moleculares, tanto do magnésio, quanto de qualquer outro mineral, que aparecem associadas a cloretos, óxidos, carbonatos, sulfatos, citratos, etc. são boas fontes, no entanto não permitem uma assimilação completa e ideal, além de alguns produzirem efeitos nem sempre desejáveis, como ativação exagerada dos intestinos (cloreto e sulfato de magnésio). Atualmente, os médicos e nutricionistas prescrevem e indicam mais os suplementos chamados “quelados” com aminoácidos, que permitem a oferta de uma quantidade maior de minerais, sem os efeitos secundários.O magnésio quelado com gluconato, aspartato, orotato e glicina, por exemplo, é altamente absorvível e não apresenta os indesejáveis sintomas colaterais da administração do cloreto de magnésio no aparelho digestivo.
Dr. Márcio Bomtempo
CRM/DF 15458
CRM/DF 15458
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